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Movimento Derivado, alegria, alegria


Estreia nos próximos dias 28 e 29 de maio a criação, que tive o prazer de desenvolver com a Cia Ananda, junto à diretora Anamaria Fernandes e um coletivo de amores dançantes. Movimento Derivado teve meus quadros Roturas e Epitélio como ponto de partida, o que me deixa especialmente emocionada com este projeto. Alegria sem fim estar com esse povo afetuoso, podendo atravessar outros corpos com meus gestos e gerar beleza pro mundo. Quem não precisa?!


SOBRE O PROCESSO


Movimento Derivado nasceu na pandemia, mas o desejo é antigo. Antes da pintura e da dança, havia uma afinidade entre as diretoras. Graziela já era admiradora e acompanhava de perto as produções da Cia Ananda, e Anamaria acompanhou de perto a inesperada produção de Graziela, que só começou a pintar em 2018. “Havia uma visceralidade escandalosa naquelas obras e uma materialidade que tinha o corpo como via. Corpo esse para o qual sempre olhamos através da dança. Então, foi um encontro quase esperado. Enlaçar a dança e a pintura, fez todo sentido”, lembra Anamaria Fernandes.


O processo de criação de Movimento Derivado envolveu processo com contribuições à distância, via WhatsApp, e momentos individuais com cada bailarino. “Em um primeiro momento Graziela compartilhou as pinturas conosco enquanto relembrava os seus processos de fazimento, as suas sensações e descobertas no pincelar”, afirma Luana. “A última tela foi feita durante o projeto e, assim, os bailarinos puderam acompanhar o processo de criação, camada a camada. Neste ano, nas etapas mais recentes do projeto, temos realizado ensaios virtuais via plataformas. Em frequência semanal, realizamos acompanhamentos individuais junto a cada dançarino, e em frequência mensal, realizamos ensaios síncronos com toda a equipe, por meio dos mesmos dispositivos”, explica Graziela Andrade.


Anamaria Fernandes fala sobre o desafio de montar e dirigir um espetáculo de dança, em que tudo foi feito a distância. “Não foi um processo fácil. Fomos nos ajustando, encontrando maneiras de fazermos juntos, mesmo longe uns dos outros. Maneiras de dirigir, de ser conduzido, de afetar e ser afetado. A tela, ao mesmo tempo que nos separa, é a única ferramenta que dispomos para nos aproximarmos. Fomos, aos poucos, entendendo como fazer uso das plataformas, tentando trazer o sensível para este espaço. Fazer dele um território de investigação, de imanência, de criação de subjetividades”, finaliza.

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